O envelhecimento da população e o decréscimo populacional constituem um
dos grandes desafios do século XXI.
O aumento do número de idosos trará inúmeras consequências: pressão nos
sistemas de saúde e segurança social, mudanças sociais profundas, cuidados de
saúde acrescidos, solidão, pobreza, problemas económicos, exclusão social e
cultural, entre outras. O grande desafio passará pela mudança das mentalidades.
Perceber que os conhecimentos e valores dos mais velhos podem constituir uma
enorme mais-valia. Teremos de saber respeitá-los, valorizá-los e
proporcionar-lhes as melhores condições de vida, onde não caiba a solidão, o
abandono e a tristeza.
O aumento da esperança média de vida é um bem, resultado das melhores
condições sociais em que vivemos, dos progressos da tecnologia e da medicina.
Trata-se de uma etapa normal da evolução humana que se funda num progresso
considerável, no alongamento da vida e da sua qualidade, e que conduz a uma
alteração do estado demográfico.
A existência de uma estrutura etária envelhecida não significa, assim,
necessariamente uma evolução desvantajosa para a sociedade. A verdadeira razão
de ser desvantajosa poderá estar na não adequação entre o curso dos factos
demográficos e o modo dominante de organização social, levando a que as
sociedades envelhecidas não aproveitem convenientemente o envelhecimento das
suas estruturas etárias. Será necessário pensar uma economia mais competitiva
e dinâmica do mundo, baseada no conhecimento, apta a um crescimento económico
sustentado, com mais e melhores empregos e grande coesão social.
