sábado, 28 de janeiro de 2012

Parar é morrer! Quando se pára, morre-se!

“(…) o sonho é uma constante da vida (…) o sonho comanda a vida (…) sempre que um homem sonha o mundo pula e avança…” São palavras de António Gedeão (1906), no seu poema “Pedra Filosofal”, e que são outra forma de dizer que “parar é morrer! Quando se pára, morre-se”!
Toda a nossa existência tem um objectivo. Sonhamos, projectamos na nossa mente aquilo que queremos para o nosso futuro.
O caminho da nossa felicidade pode estar mais ou menos facilitado pela conjugação de diversos factores, entre os quais a condição económica e social da nossa família, o meio em que vivemos e o acesso à educação e à cultura e que podem ter influência nas nossas escolhas, na definição das nossas metas. Mas isto, por si só, não garante a felicidade de ninguém, se não soubermos dar um rumo certo às nossas vidas, se não soubermos optar por aquilo que mais gostamos, por aquilo para que estamos vocacionados, que nos dará prazer fazer.
A vida não é feita a preto e branco, tem muitas tonalidades, e a particularidade de ser feliz não é privilégio dos ricos, nem está vedada aos pobres. Parte de cada um de nós, porque é na nossa realização pessoal, no estarmos bem com nós próprios, com a consciência de que fazemos o melhor do que está ao nosso alcance, que nos dá a sensação de alívio, de bem-estar e forças para prosseguir. Para ser feliz, o homem deve ter pequenos desejos, que ele pode realizar diariamente, e um grande projecto, que o faça faz sonhar por anos a fio.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A poluição dos solos

O solo é um recurso natural. Qualquer alteração das suas características físicas, químicas ou biológicas, impedem ou alteram a sua autorregeneração e afetarão a vida do homem.
A erosão, a compactação e o aumento da salinidade do solo são os maiores problemas relacionados com o uso inadequado e terão relação direta com a escassez de alimentos num futuro não muito distante, resultando num profundo desequilíbrio do sistema produtivo, se não forem adotadas práticas corretas.
A população mundial ronda em torno de 6 biliões de habitantes, obrigando a humanidade a disponibilizar pelo menos 1 bilião de hectares de áreas de cultivo. As áreas com práticas de cultivo não respeitadoras dos ciclos naturais reduzem significativamente o seu potencial de produção. Por isso hoje se trabalha na renovação e aperfeiçoamento das técnicas produtivas. Devemos observar que os recursos são limitados, não podendo ser desperdiçados.
O solo é um ecossistema com características físicas, químicas e biológicas próprias, no qual se desenvolvem uma grande quantidade de diferentes formas de vida. É um recurso finito, limitado e não renovável face às suas taxas de degradação rápidas, que têm vindo a aumentar nas últimas décadas pela pressão crescente das atividades humanas em relação às suas taxas de formação e regeneração extremamente lentas. A formação de uma camada de solo de 30 cm leva entre mil a dez mil anos a estar completa.
A degradação dos solos tem sido causada pelas práticas de cultivo, pela deposição aérea de contaminantes, quer naturais, quer produzidos pelo homem, pelas atividades resultantes do crescimento urbano, pela extração dos recursos, pelo aterro de resíduos, e outros.
Os efeitos visíveis da degradação dos solos têm a ver com as alterações provocadas na sua topografia, pouca vegetação ou a sua inexistência, propiciando a sua erosão e a intrusão de substâncias poluentes que alteram a qualidade dos solos provocando alterações na sua densidade e consistência, alteração da sua aptidão para a drenagem e alteração da sua composição em matéria orgânica, com impacto nos microrganismos, flora e fauna, nos produtos agrícolas, na qualidade da água, entre outras.

domingo, 15 de janeiro de 2012

A Feira das Mercês

A Feira das Mercês é uma feira antiga, tipicamente saloia que se realiza numa quinta que pertenceu em tempos ao Marquês de Pombal, situada na zona de confluência das freguesias de Rio de Mouro e de Algueirão/Mem Martins, no concelho de Sintra.
Segundo alguns documentos, a feira remonta aos tempos da ocupação dos árabes, sendo então uma feira de escravas. As primeiras referências documentais à Feira e Romagem da Senhora das Mercês reportam-se apenas à segunda metade do século XVIII. A primeira referência encontra-se nas «Memórias Paroquiais» de 1758 (referentes a Belas), onde se cita a feira livre de Meleças, realizadas no 3.º e 4.º Domingo de Outubro. Nas mesmas «Memórias Paroquiais», mas referentes a São Martinho, o Prior Sebastiam Nunes Borges refere, integrada na “Vintena” do Algueirão, o lugar das Mercês (AZEVEDO, 1982). Um documento régio de 1771 (de 7 de Junho) esclarece que a feira se realizava, então, em: «...um lugar despovoado, e sito entre Meleças e a Ermida das Mercês...». A Ermida das Mercês tinha apenas um capelão e era de pequenas dimensões, pelo que, entre outras razões mais prosaicas, o Rei, D. José I, manda transferir esta Feira e Romagem da Senhora das Mercês para a Vila de Oeiras, então senhorio do Marquês de Pombal (que era também o proprietário dos terrenos e ermida da feira de Meleças). A situação alterou-se em 1780 (17 de Outubro) quando D. Maria I autoriza aos: «... moradores [...] do Sítio da Ermida de N. S.ª das Mercês, [...] a continuar a sua Feira no 3.º e 4.º Domingos de Outubro », situação que ainda se mantém na actualidade. Há notícias da realização de uma outra feira em Abril, a Feira do Espírito Santo. A notícia consta no artigo intitulado Historial das “Feiras das Mercês”, de J. Magalhães, em que é referido a realização de duas feiras anuais a primeira das quais seria precisamente a do Espírito Santo, em data anterior a 1771.
Leal da Câmara (aguarela a tinta da china)
"A nota mais típica daquela feira é o celebre «Muro do Derrête». Próximo da capelinha, há um muro baixo, junto do qual se vêem, uns sentados outros de pé, os saloios e as saloias que se namoram «derretendo-se» à vista de toda a gente... É deveras interessante ver aqueles idílios amorosos, aquele arrulhar de pombinhos inocentes... saloiamente falando. Eles e elas, envergando os seus fatos domingueiros, mostram-nos os mais curiosos tipos da região saloia. (...) É vê-los todos «derretidos» no «Muro derrête» sorrindo-se e apertando-se as mãos... E os saloios olham de soslaio, desconfiados de que lhes cobissem os «derriços»... E ai daquele que se «astreva» a dizer uma graça a uma cachopa, porque o menos que lhe pode acontecer é «derreterem-lhe» as costelas com um cajado... O «Muro do derrête» da Feira das Mercês, é a verdadeira ala dos namorados...saloios."

sábado, 7 de janeiro de 2012

Parque Natural de Sintra/Cascais



O Parque Natural de Sintra/Cascais engloba parte dos concelhos de Sintra e Cascais.
Área de Paisagem Protegida de Sintra/Cascais, abrange uma área paralela à faixa litoral que se estende desde a Cidadela de Cascais até à foz do Rio Falcão, passando pela Serra de Sintra e pela área agrícola para norte da Várzea de Colares, e tem como objetivo principal salvaguardar os recursos naturais e paisagísticos, nomeadamente no que diz respeito aos seus aspetos de fauna e flora.
Divido em duas zonas distintas: a zona agrícola com vista a produzir fruta e vinho, e a zona costeira, com praias, falésias e dunas.