Ao longo da vida alcançamos conhecimentos sob
diversas formas: pela perceção, memória, aprendizagem, consciência, atenção e
inteligência. Trata-se de um conjunto de mecanismos pelos quais o ser humano
adquire informação, a trata, a conserva e a explora. O produto mental destes
mecanismos designa-se por cognição.
A comunicação entre os profissionais de saúde e o
doente é cada vez mais uma componente a valorizar, não só pela sua importância
na relação que se estabelece entre o profissional de saúde e o doente, como
pelo facto de constituir um bom avaliador da qualidade dos cuidados. Nos dias
de hoje, um dos aspetos de insatisfação dos doentes parece estar muitas vezes
relacionado com as competências comunicacionais no desempenho dos profissionais
de saúde.
No modelo tradicional da comunicação médico/doente, o
médico é o especialista detentor da sabedoria, que transmite os seus
conhecimentos ao doente, que o educa e trata, com o objetivo de resolver um
problema de doença. Este processo comunicativo pode ser melhorado, quando se adota
uma postura de partilha, centrada no doente, promovendo um maior empenhamento,
uma melhor adesão ao tratamento ou terapêutica e maior nível de satisfação.
Os enfermeiros são os profissionais de saúde que mais
oportunidades têm para comunicar com os doentes em regime de internato, o que
por si só fundamenta a necessidade de uma comunicação eficaz, na prática de
cuidados, nomeadamente de enfermagem.
O farmacêutico, para além das suas competências
técnicas, deverá ter conhecimentos e competências de comunicação que lhe
permitam interagir com outros profissionais de saúde e com o público. A
comunicação efetiva é considerada essencial para o desenvolvimento da relação
farmacêutico/doente ou utente e necessária para a qualidade dos serviços
prestados.




