sábado, 24 de março de 2012

A estrutura do consumo

Estrutura do consumo é o conjunto de rúbricas agregadas que nos permite analisar a repartição percentual do rendimento pelos diferentes grupos.
 De acordo com a lei de Ernst Engel, à medida que o rendimento das famílias aumenta, o peso das despesas com a alimentação vai baixando, aumentando o peso das despesas destinadas ao lazer, cultura e distrações.
“Os fatores económicos não são os únicos determinantes do consumo das famílias. Existem outros fatores, como os sociais, que conduzem as famílias a comprar um determinado bem ou não. A natureza dos bens consumidos traduz a pertença a um certo meio social, a um estatuto social. O consumo torna-se uma espécie de linguagem que permite fazer saber aos outros alguma coisa de nós”.
O fator económico é o aspeto de maior relevância na determinante do consumo, mas a casa, o carro, o vestir, os hábitos culturais, a cultura, o comportamento, o lazer, as distrações, entre outras, são fatores que nos fornecem indicações de um certo estatuto social.

sábado, 17 de março de 2012

DICAS PARA POUPAR DINHEIRO

Um passo muito importante quando decidimos poupar é saber distinguir uma despesa essencial de uma despesa menos essencial, ainda que esta não seja supérflua.
 Decidir poupar, apenas porque a situação do país se complicou e estamos em crise, ou porque a situação financeira da família atingiu um ponto mais complicado e é necessário começar com os cortes na despesa, não é uma boa forma de gestão. Devemos poupar precisamente nos momentos bons para prevenir os momentos menos bons.
Devemos saber bem onde cortar por forma a garantirmos a sustentabilidade do lar e aforrar um pé-de-meia que nos permita alguma segurança para enfrentar uma possível dificuldade no futuro. Se não soubermos bem em que cortar, poderemos continuar a não conseguir poupar o que precisamos ou que definimos nos nossos objetivos.
 Devemos definir o que é essencial, como o crédito à habitação ou a renda, a água, a eletricidade e o gás, para além da alimentação. Despesa essencial é aquela que despendemos para viver: precisamos de comida, casa, água, luz, gás para cozinhar, mas não só.
 Depois de sabermos distinguir uma despesa essencial da não essencial, devemos estabelecer prioridades e ver onde podemos e devemos fazer cortes.
Uma das formas para descobrirmos se estamos a gastar dinheiro desnecessariamente pode ser fazer o registo de todas as despesas. Guardar todos os documentos das despesas efetuadas: renda ou hipoteca da casa, contas da água, luz, gás, alimentação, créditos (devem ser evitados), etc. No final do mês, pelo montante despendido, se poderá avaliar de forma mais assertiva quais as despesas a eliminar e gerir melhor o orçamento. Ficamos a saber até onde devemos “apertar o cinto”! Chama-se a isto: inteligência financeira!
Há hábitos que se podem mudar e que nos permitem fazer muitas economias:

sábado, 10 de março de 2012

A eutanásia


A palavra “EUTANÁSIA” é composta de duas palavras gregas – eu e thanatos – e significa, literalmente, “uma boa morte”.
A eutanásia representa atualmente uma complicada questão de bioética e bio direito. O Estado tem como princípio a proteção da vida dos seus cidadãos, mas existem aqueles que, devido ao seu estado precário de saúde, desejam dar um fim ao seu sofrimento antecipando a morte.
Independentemente da forma de eutanásia praticada, seja ela legalizada ou não, a eutanásia é considerada um assunto controverso, existindo sempre prós e contras – teorias que eventualmente mudarão com o tempo e a evolução da sociedade, mas tendo sempre em conta o valor de uma vida humana.
É conveniente salientar que a eutanásia pode ser dividida em dois grupos: a “eutanásia ativa” e a “eutanásia passiva”. Embora existam duas “classificações” possíveis, a eutanásia em si consiste no ato de facultar a morte sem sofrimento a um indivíduo cujo estado de doença é crónico e, portanto, incurável, normalmente associado a um imenso sofrimento físico e psíquico.
A “eutanásia ativa” conta com o traçado de ações que têm como objetivo pôr termo à vida, na medida em que é planeada e negociada entre o doente e o profissional que vai levar a termo o ato.
A “eutanásia passiva”, por sua vez, não provoca deliberadamente a morte, no entanto, com o passar do tempo, conjuntamente com a interrupção de todos e quaisquer cuidados médicos, farmacológicos ou outros, o doente acaba por falecer. São terminadas todas e quaisquer ações que tenham por fim prolongar a vida. Não há por isso um ato que provoque a morte (como na eutanásia ativa), mas também não há nenhum que a impeça (como na distanásia).
É relevante distinguir eutanásia de “suicídio assistido”, na medida em que na primeira é uma terceira pessoa que executa, e no segundo é o próprio doente que provoca a sua morte, ainda que para isso disponha da ajuda de terceiros.

sábado, 3 de março de 2012

O papel do Estado, dos cidadãos e das instituições privadas no apoio aos sem-abrigo

Há um ditado popular que diz que “mais vale prevenir, que remediar”, e é precisamente aqui que se deve centrar o foco da atenção do Estado e da sociedade civil, na ação preventiva do combate à pobreza e à exclusão social, na criação de condições de qualidade de vida dignas de uma sociedade civilizada. Pensar que tipo de estratégias podem ser implementadas para combater a pobreza, nomeadamente a pobreza urbana. A Sociedade tem a obrigação moral de procurar respostas eficazes para os problemas da pobreza – uma Sociedade Decente será aquela que conseguir resultados palpáveis na redução da pobreza.
É na própria dinâmica de transformação das sociedades ocidentais desenvolvidas, que se encontram as causas mais profundas que explicam o aparecimento destas formas de pobreza, nomeadamente urbana. A Urbanização das Comunidades Humanas e as novas manifestações de pobreza e exclusão, encontram-se profundamente interligadas e o tipo e natureza do trabalho a desenvolver terá de se enquadrar nestas novas dinâmicas.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

A Democracia

A Democracia é um sistema político em que o poder soberano reside no povo que o exerce diretamente ou através de representantes eleitos periodicamente em eleições livres. É baseada na soberania popular, na liberdade de expressão e organização política democrática, no respeito e garantia dos direitos e liberdades fundamentais e na separação e interdependência dos poderes.
Como ideologia política, a democracia assenta em dois valores humanos fundamentais: liberdade e igualdade para todos os cidadãos.
Tendo nascido na antiga Grécia, o termo democracia é igualmente de origem grega (demos – povo + kratia – poder) o que significa “o poder do povo”.
Ao longo dos tempos várias foram as expressões, algumas contraditórias entre si, usadas para definir o conceito de democracia consoante as épocas, os regimes, as doutrinas ou os autores. A mais conhecida, por revelar melhor capacidade de síntese e ser mais fácil de compreender, é a fórmula usada por Abraham Lincoln “Democracia é o poder do povo, pelo povo e para o povo”.
Democracia é sinónimo de liberdade e só em liberdade o Homem dispõe de condições mínimas para a concretização do espírito de iniciativa para dar asas à criatividade, molas reais do desenvolvimento da sociedade humana.
Para que se concretize o regime democrático são requisitos essenciais: soberania popular, igualdade política, consulta popular e regra de maioria, opondo-se à autocracia caracterizada pela concentração do poder num só indivíduo ou grupo de indivíduos.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

A PSICOLOGIA NA SAÚDE


Ao longo da vida alcançamos conhecimentos sob diversas formas: pela perceção, memória, aprendizagem, consciência, atenção e inteligência. Trata-se de um conjunto de mecanismos pelos quais o ser humano adquire informação, a trata, a conserva e a explora. O produto mental destes mecanismos designa-se por cognição.
São estas capacidades humanas que permitem, com base em sintomas ou características conhecidas, identificar uma doença e elaborar o seu diagnóstico terapêutico. Se eventualmente sentirmos algo que não vai bem com o nosso estado físico e de cujo sintoma já temos referência do passado, ou que nos tenha sido dado a conhecer por alguém, usamos estes sentidos para perceber do que se trata e ir ao encontro da solução usando as referências da terapia anterior.
A comunicação entre os profissionais de saúde e o doente é cada vez mais uma componente a valorizar, não só pela sua importância na relação que se estabelece entre o profissional de saúde e o doente, como pelo facto de constituir um bom avaliador da qualidade dos cuidados. Nos dias de hoje, um dos aspetos de insatisfação dos doentes parece estar muitas vezes relacionado com as competências comunicacionais no desempenho dos profissionais de saúde.
No modelo tradicional da comunicação médico/doente, o médico é o especialista detentor da sabedoria, que transmite os seus conhecimentos ao doente, que o educa e trata, com o objetivo de resolver um problema de doença. Este processo comunicativo pode ser melhorado, quando se adota uma postura de partilha, centrada no doente, promovendo um maior empenhamento, uma melhor adesão ao tratamento ou terapêutica e maior nível de satisfação.
Os enfermeiros são os profissionais de saúde que mais oportunidades têm para comunicar com os doentes em regime de internato, o que por si só fundamenta a necessidade de uma comunicação eficaz, na prática de cuidados, nomeadamente de enfermagem.
O farmacêutico, para além das suas competências técnicas, deverá ter conhecimentos e competências de comunicação que lhe permitam interagir com outros profissionais de saúde e com o público. A comunicação efetiva é considerada essencial para o desenvolvimento da relação farmacêutico/doente ou utente e necessária para a qualidade dos serviços prestados.