sábado, 19 de março de 2016

A CAPACIDADE PROSPETIVA

[Prospetivo: que faz ver longe ou adiante. (Do latim prospectīvu-, «relativo a prospetiva» Infopédia; dicionários Porto Editora). Prospetiva: Conjunto de investigações que têm por fim a previsão a longo prazo no domínio das ciências humanas. (idem)]

É crescente a importância dos estudos prospetivos pois eles são componentes fundamentais para políticas e estratégias de inovação, não só como meios de ampliar a capacidade de antecipação, mas também de estimular a organização dos sistemas de inovação.
A prospetiva ensina-nos que o futuro está por realizar e depende da visão de quem o constrói. O contexto em que vivemos exige-nos um constante esforço de reflexão prospetiva face ao aumento de incertezas. A multiplicação das interdependências, a aceleração da mudança em diversos domínios e a acentuação da inércia noutros, fazem-nos viver num mundo de incerteza e mudança.
No início, os estudos prospetivos procuravam maximizar a capacidade de previsão dos avanços da ciência e da tecnologia. No entanto, nas sociedades modernas, a prospetiva impõe-se também face à conjugação de dois fatores antagónicos: as constantes mudanças no domínio da tecnologia, da economia e do tecido social, para as quais é importante haver uma visão a longo prazo, e a resistência ligada às estruturas sociais e aos comportamentos enraizados.
As mudanças tecnológicas, económicas e sociais acontecem continuamente e a grande velocidade, obrigando as organizações a grandes transformações.
A aceitação ou a resistência à mudança dependem muito de três fatores essenciais: a utilidade da mudança, a adequação ou conveniência da mudança e a rotina de um sistema social.
A resistência à mudança é reconhecida como uma resposta inevitável e um fator importante que pode condicionar o sucesso dessa mudança. Está associada à forma de lidar com mudanças, o medo do desconhecido, a proteção de interesses ou mesmo desconfiança com base em experiências passadas. A resistência não acontece por si só, mas face às incertezas e resultados potenciais que a mudança pode causar. Como tal, desempenha um papel essencial chamando a atenção para aspetos da mudança que podem ser inapropriados, mal pensados ou, simplesmente, errados.
A previsão de possíveis atitudes ou sentimentos de resistência pode ser um passo muito útil para antecipar quaisquer problemas potencialmente sérios que poderiam surgir pela implementação da mudança proposta ou da forma de a instituir.
Consultas:
http://www.aedb.br/seget/artigos09/243_UMA%20PROPOSTA%20DE%20MODELO%20PARA%20AVALIAR%20A%20RESISTENCIA%20A%20MUDANCA_seget.pdf

sábado, 12 de março de 2016

A Arte como mercadoria e bem de consumo

O negócio da arte deve obedecer às leis do mercado? A arte não é, também, um negócio?
Afinal de que vivem os artistas? Não é, na maior parte dos casos, senão das suas obras?
A partir do século XVI ter-se-á consolidado uma cultura erudita, alta cultura ou cultura cultivada, própria dos grupos sociais dominantes. Eram estes os mecenas, os protetores e os principais compradores das obras de arte produzidas pelas elites dos criadores culturais. Possivelmente, nem todos teriam a faculdade de apreciar a verdadeira arte, segundo os cânones da época, mas contribuíam dessa forma para a sustentação dos artistas e para manter a sua aparência de classe erudita.
Já o conceito de cultura popular está intimamente ligado ao processo de urbanização que se desenvolve a partir de revolução industrial, e ao despertar de uma outra forma de cultura – a cultura de massas – divulgada pelo romantismo e que ocupará no imaginário da burguesia oitocentista as memórias de uma sociedade em declínio.
Nos países industrializados, o aumento da produção, dos rendimentos familiares e dos tempos livres proporcionou o acesso a uma variada gama de produtos, desde o consumo ao lazer passando pelos culturais, assistindo-se ao nascimento – no século XX – de uma das mais importantes indústrias, a indústria cultural.
A situação começou a ser rapidamente alterada após a segunda Guerra Mundial e as diferenças na fruição das artes passaram a ser feitas em função de grupos culturais, que não coincidem necessariamente com grupos sociais, tornando-se evidente a importância dos críticos, historiadores de arte, curadores e outros, especializados na seleção dos vanguardistas e a influenciarem a compra das suas obras pelos grupos sociais dominantes ou instituições públicas.
No estudo da sociologia da arte encontram-se vários fatores que intervêm do ponto de vista social na criação artística, como a situação social da artista ou a estrutura social do público, passando pelos mais específicos: mecenato, mercantilismo e comercialização da arte – as galerias de arte, a crítica de arte, os colecionadores, os museus, as instituições e fundações artísticas, e outros, com especial destaque para a difusão dos meios de comunicação: a cultura de massas e a moda, a incorporação de novas tecnologias e a abertura de conceitos na criação material da obra de arte (arte conceptual, arte de ação).
A massificação da arte facilita o seu acesso ao grande público. Se no passado a arte era do domínio dos artistas que produziam para os seus senhores, que a ostentavam como forma de riqueza, poder, moda e cultura, hoje as diversas formas artísticas estão acessíveis ao grande público. Podemos admirá-las visitando os monumentos arquitetónicos, os museus, adquirir obras literárias ou musicais, assistir a espetáculos artísticos, entre outros.
Ontem como hoje, a arte sempre um foi negócio, de que geralmente o artista, o criador da arte, nem sempre é o principal beneficiado. Argumenta-se que a sua massificação leva ao esquecimento daquilo que é a essência da arte, conduzindo à sua banalização. Da mesma forma, este negócio, leva muitos artistas a produzirem obras efémeras, que facilmente entram no circuito comercial, alcançam fama e são moda, rendem proveitos para quem produz e vende, mas depressa são esquecidas, talvez por que realmente não são verdadeiras obras de arte.
O consumo da arte pelas grandes massas, sendo um avanço civilizacional, suscita interesse pelo negócio não fugindo às leis do mercado e importa, para que não se caia na banalização, que este privilégio seja acompanhado de algo que é muito importante, o conhecimento, para que se possa fruir da experiência estética, sentir a obra, dialogar, sentir interesse, entrega e experiência emocional.
A cultura e as artes desempenham um papel importante no desenvolvimento dos atores (todos nós) que compõem as organizações. Através das artes temos a representação simbólica da sociedade, dos seus traços espirituais, materiais, intelectuais e emocionais, o seu modo de vida, sistema e valores, tradições e crenças. A cultura de um país só pode ser entendida se conhecermos as suas artes. A arte na educação como expressão pessoal e como cultura é um importante instrumento para a identificação cultural e o desenvolvimento.
Fontes:

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Liga para a Proteção da Natureza

Fundada em 1948, a Liga para a Proteção da Natureza é a ONG ambiental mais antiga da Península Ibérica. É uma associação sem fins lucrativos com estatuto de utilidade pública e tem como objetivo principal contribuir para a conservação do património natural, da diversidade das espécies e dos ecossistemas.
A LPN encontra-se sedeada em Lisboa onde funciona o Centro de Formação Ambiental, possuindo 6 herdades com uma área total de cerca de 1800 ha, em Castro Verde, e o Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho (CEAVG). Em Évora, a LPN possui o Centro de Acolhimento e Recuperação de Animais Selvagens (CARAS) gerido pela Delegação LPN - Alentejo. E m Vila Nova de Poiares, a LPN possui uma herdade, a Quinta da Moenda, gerida pelo Núcleo LPN - Centro.
A Liga é membro da The World Conservation Union (IUCN), do European Environmental Bureau (EEB), do Conselho Ibérico para a Defesa da Natureza (CIDN), do Mediterranean Information Office for Environmental Culture and Sustainable Development (MIO - ECSDE), do Seas at Risk (SAR) e do European Union for Coastal Conservation (EUCC) e membro do Conselho Consultivo Regional das Águas Sul e Ocidentais (CCR- S).
São seus objetivos:
A.      Divulgar e sensibilizar para as questões relacionadas com o ambiente;
B.      Promover a cidadania ambiental através de ações de formação e educação ambiental;
C.      Contribuir para a conservação da Natureza através da investigação e implementação de projetos de conservação;
D.      Impedir a delapidação e destruição dos meios naturais, ou os seus elementos, e do património cultural;
E.       Participar de forma ativa no ordenamento e planeamento do território;
F.       Contribuir para a difusão do conhecimento produzido pelas comunidades académica e científica,
G.     Colaborar com organismos congéneres e entidades oficiais do país e do estrangeiro;
H.      Apoiar e desenvolver projetos de gestão sustentável dos recursos naturais com vista à conservação da Natureza numa perspetiva de desenvolvimento sustentado.
Na prossecução dos seus objetivos, a LPN procura trabalhar com os vários atores da sociedade: ONG nacionais e internacionais, agricultores, autarcas, investigadores regionais, nacionais ou internacionais, apoiar o desenvolvimento de estágios, teses de mestrado e doutoramento, estabelecendo parcerias na procura de formas de intervenção cívica participada.
A sua missão é contribuir para que a sociedade conserve o ambiente, conciliando as especificidades sociais e culturais com a conservação de biodiversidade e com o uso sustentável dos recursos naturais.
Enquanto ONG e representante da sociedade civil, pretende contribuir para o desenvolvimento sustentável intervindo em prol do Ambiente e da conservação da Natureza, através da emissão de propostas, pareceres, manifestos e comunicados na imprensa, participação em processos de discussão pública, instrumentos de ordenamento do território, estudos de impacto ambiental ou de propostas legislativas, assim como a organização e participação em eventos sobre os diferentes temas do ambiente, como conferências, seminários, debates e reuniões de grupos de trabalho, entre outros.
Referência:

sábado, 13 de fevereiro de 2016

O mercado energético em Portugal




Grande parte da energia produzida no mundo provém de recursos não renováveis: carvão, petróleo e gás natural.
Sendo Portugal um país com escassos recursos energéticos próprios, depende largamente da importação desses recursos, ficando vulnerável às variações dos preços internacionais de combustíveis fósseis, nomeadamente do petróleo. No entanto, e no que respeita as fontes de energia renováveis o país tem um enorme potencial que pode e deve ser explorado, não só no pressuposto de reduzir a dependência energética externa mas também do ponto de vista ambiental, no sentido de não aumentar demasiado, mas de reduzir, o consumo de energias que acarretam emissões de gases com efeito de estufa. Com efeito, Portugal apresenta uma rede hidrográfica relativamente densa, uma elevada exposição solar média anual, e dispõe de uma vasta frente marítima que beneficia dos ventos atlânticos, o que lhe confere potencialidades de aproveitamento energético da água, Sol, das ondas e do vento.
No contexto da União Europeia, Portugal é dos países mais dependentes dos recursos energéticos. O petróleo tem papel essencial como recurso energético. O gás natural veio diversificar a aposta e reduzir a dependência em relação ao petróleo.
Portugal depende quase na totalidade (71,5% em 2013) de recursos energéticos do exterior, encontrando-se em 4º lugar como país que mais necessita de recursos energéticos importados. Em contra partida a Noruega é excedentária, exportando cerca de 45% dos recursos que produz.
As linhas estratégicas para o setor da energia têm como objetivos principais:
a)      Garantir a segurança do abastecimento energético, diversificando os recursos primários e serviços energéticos e a promoção da eficiência energética;
b)      Estimular e favorecer a concorrência para defesa dos consumidores, assim como a competitividade e a eficiência das empresas;
c)       Garantir a adequação ambiental de todo o processo energético pela redução dos impactos ambientais à escala local, regional e global.
Face à grande diversidade de recursos energéticos renováveis de que o país dispõe, Portugal apresenta já, a nível europeu, uma das mais altas taxas de produção de energia elétrica a partir de fontes renováveis. Importa prosseguir neste caminho, pois continuamos ainda demasiado dependentes dos recursos energéticos do exterior.
Sítios (sites) visitados:

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Equipamentos domésticos e a condição da mulher portuguesa

No geral, as famílias portuguesas da primeira metade do século XX eram do tipo tradicional, cabendo ao homem o garante do sustento da família e à mulher cabiam exclusivamente a execução dos trabalhos domésticos e o papel de orientadora e educadora familiar. Estas tarefas ocupavam a tempo inteiro a vida da “dona-de-casa” mas, com os avanços da tecnologia, o aparecimento dos eletrodomésticos transformaram a vida das “fadas do lar”, sendo preciosos auxiliares da vida doméstica, poupando tempo e esforços, permitindo conciliar as lides domésticas com outras atividades de cariz quer social, que mesmo profissional.
Em resultado do fator socioeconómico do país e das grandes dificuldades económicas das famílias portuguesas, grande parte da mão-de-obra masculina viu-se forçada a emigrar, criando um grande desequilíbrio nos sexos e vagas nos postos de trabalho, até aqui ocupados pelos homens, que vão sendo ocupados pela mão-de-obra feminina, que procura, fora do lar, o ganha-pão para sustento da família. Os meios mecânicos são muito pouco utilizados e é a mão-de-obra feminina, mal remunerada, que é empregue preferencialmente no transporte braçal.
Nos pequenos trajetos, e dado que a maior dificuldade para os grandes pesos era colocá-los na cabeça, a melhor opção era transportar cargas à mão e com menos peso, de cada vez. Para distâncias maiores a melhor opção era o transporte à cabeça, depois era uma questão de equilíbrio que pela prática se adquiria com alguma facilidade, o que permitia transportar maiores pesos com menos esforço e sem correr grandes riscos de deformação corporal.
As dificuldades económicas que as famílias atravessam e o excedente de mão-de-obra feminina, condicionam a aceitação de qualquer tipo de trabalho por baixos salários. Esta mão-de-obra é aproveitada nas cargas e descargas nos portos marítimos, daí resultando o investimento tardio em equipamento mecânico neste tipo de manobras.
Na viragem do século XIX para o século XX, a sociedade sofreu alterações em resultado do crescimento da industrialização e da urbanização, isto é, o aumento das cidades. Apesar das tensões entre países, verificava-se um clima de otimismo e confiança. Melhoraram as condições de vida do operariado, a classe média aumentou a sua influência e importância nos domínios políticos, sociais e culturais e as desigualdades sociais diminuíram com a melhoria das condições de vida e do poder de compra.
Este período de prosperidade económica: aumento da produção; melhoria do nível de vida das populações; desenvolvimento do crédito e aumento do consumo, culminou com a queda da bolsa de Novo Iorque (1929), a Grande Depressão e a Grande Crise do Capitalismo nos anos 30.
A I Guerra Mundial provocou ainda grandes mudanças na sociedade desencadeando a emancipação da mulher ao levá-las a assumirem novos papéis e funções no trabalho e na família, antes exclusivos dos homens.
A seguir à I Guerra Mundial alguns países europeus atravessaram grandes dificuldades económicas. O crescimento dos sindicatos e dos partidos de esquerda, o triunfo da revolução soviética e as tentativas de revolução socialista noutros países, assustaram grandes setores da burguesia que, com as crescentes ocupações das fábricas, apoiaram os movimentos de extrema-direita, acabando por triunfar os regimes ditatoriais na maior parte da Europa, a que Portugal não escapou. Foi o surgimento de governos totalitários com fortes objetivos militaristas e expansionistas, em especial o nazismo alemão que levou ao desencadear da II Guerra Mundial.
Com a II Guerra Mundial a maioria dos países envolvidos tiveram que integrar cada vez mais a mão-de-obra feminina na produção, em substituição da masculina empenhada no esforço de guerra. Assiste-se, a partir daqui, a um gradual conquistar de espaço da mulher na sociedade que não tem retorno.
Com os avanços da ciência e da tecnologia, na sua maior parte desenvolvidos para a guerra, surgiram os eletrodomésticos que se transformaram em preciosos auxiliares e indispensáveis para a execução das tarefas domésticas, poupando esforços e tempo à mulher.
Com a introdução, cada vez em maior escala, deste tipo de equipamentos, a mulher passou a ter maior disponibilidade de tempo livre, o que lhe permitiu de forma gradual uma maior integração no mundo do trabalho e, ao mesmo tempo, a sua progressiva autodeterminação. No entanto, a cada vez maior disponibilidade de equipamentos domésticos veio aumentar exponencialmente o consumo das famílias, pelo que os fabricantes têm apostado na produção de aparelhos cada vez mais eficientes, quer no uso, quer no consumo energético.
A partir de segunda metade do século XX é cada vez maior o número de mulheres que prosseguem uma carreira profissional, e assim, as tarefas que eram apenas consideradas para o exercício feminino passaram a ser executadas pelos homens que, embora desproporcionalmente, usam os mesmos equipamentos domésticos.
Referências:

sábado, 23 de janeiro de 2016

REDUZIR – REUTILIZAR – RECICLAR

A proteção do meio ambiente, mais do que nunca, está na ordem do dia. Todos nós poluímos e todos nós somos responsáveis pelo ambiente. Cabe a cada um de nós contribuir para a sua preservação, para isso, devemos:
                           I.            Reduzir – o primeiro passo para diminuir a quantidade de resíduos é, sem dúvida, reduzir os consumos. Adquirir apenas os produtos de que temos necessidade. Para reduzir a quantidade de resíduos, a solução passa por levar a menor quantidade de lixo para casa, ou seja, levar menos desperdícios, como embalagens e cartões, entre outros;
                         II.            Reutilizar – consiste em utilizar um produto mais que uma vez. Alguns produtos têm embalagens reutilizáveis. Outros são vendidos em recargas que permitem a utilização da embalagem original várias vezes. O papel, o vidro e os plásticos podem e devem ser reaproveitados para várias utilizações nas nossas casas – reutilizar sacos de plástico, caixas de cartão, papel escrito apenas de um lado para rascunhos, etc.;
                       III.            Reciclar – a reciclagem permite a diminuição da exploração dos recursos naturais e é muitas vezes mais barato produzir a partir de material reciclável do que a partir das matérias-primas. Consiste em separar, recolher e transformar um resíduo de modo a que possa ser utilizado para o mesmo ou outro fim distinto do original. Para isso é necessário o seu transporte para as unidades industriais de reciclagem. Os resíduos orgânicos podem dar origem a compostos úteis para a agricultura e jardinagem; do papel velho pode ser produzido papel novo; dos resíduos metálicos podem ser fundidas peças novas; as embalagens de vidro dão origem a outras novas embalagens e o plástico depois de recuperado pode ser fundido e moldado de novo.
Em suma, há coisas simples que podemos fazer para salvar o planeta sem custos adicionais, sem prejuízo da qualidade de vida e adquirir hábitos que, em pouco tempo, se tornarão rotineiros.
O planeta agradece.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Modernidade: controlo e manipulação sobre o ambiente

Revolução Verde
Entende-se por Revolução Verde o resultado de estudos e experiências através de cruzamentos que originam plantas de alto rendimento que, combinados com a aplicação de fertilizantes e herbicidas, aumentam o rendimento das culturas de alimentos tradicionais.
Com recurso à biotecnologia introduzindo plantas geneticamente modificadas, ensaiam-se novos passos na agricultura, numa estratégia para alcançar maiores e melhores produções, a que alguns apelidaram de Revolução Verde II.
Como principais características dos alimentos geneticamente modificados, destacam-se: o aumento do seu teor em aminoácidos essenciais ou açúcar; aumento do seu conteúdo em vitaminas e proteínas ou minerais, assim como o aumento da sua capacidade de conservação.
Os alimentos transgénicos, pelas suas características, parecem ser a resolução dos problemas alimentares da humanidade, no entanto, sendo os transgénicos organismos geneticamente modificados, viabilizam o aparecimento de organismos que nunca existiram na natureza, o que reforça a ideia de que pisamos terreno novo, com a possibilidade de riscos desconhecidos na história humana.
Desconhece-se ainda a função exata dos genes e, ao introduzir-se um gene num determinado ser vivo para lhe dar uma nova propriedade, pode levar a que nesse organismo se introduzam outras características não desejadas.
Não há estudos suficientes sobre os potenciais efeitos adversos dos alimentos geneticamente modificados na saúde humana e nos animais para que justifiquem a segurança desses alimentos e, face aos grandes interesses económicos que estão por trás na introdução deste tipo de produtos, fica a sensação de que estamos a ser utilizados como cobaias.
Os riscos de contaminação biológica, ameaça à biodiversidade e eventual criação de novos vírus, são questões a que não podemos ficar indiferentes.
Alguns estudos têm alertado para a «contaminação genética», apontando potenciais riscos para o meio ambiente.
Face às questões que se levantam em relação às culturas transgénicas: contaminação biológica, ameaça à biodiversidade, eventual criação de novos vírus e impactos na saúde das pessoas e dos animais, poderão as carências alimentares ter de passar por outras soluções.
A ciência também aconselha novos métodos de cultivo baseados na agricultura integrada e biológica – ou natural – com índices de produção bastante razoáveis e amigos do ambiente.
Talvez seja este o melhor caminho para a produção de alimentos de forma sustentada e que sejam capazes de suprir as carências alimentares das populações.
De qualquer forma, por mais que se aumente a produção de alimentos sem se atender à sua redistribuição, ou seja, sem aumentar o poder de compra dos mais necessitados, acabamos por produzir excedentes que não chegarão à boca de quem mais deles precisa.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Ano Novo

      Para ganhar um ano novo que mereça este nome, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente. É dentro de si que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
      Que o novo ano não seja como o outono da vida onde as folhas caem deixando apenas lembranças de dias bons e ruins, mas seja como a primavera de vida que produz frutos, e dos frutos sementes de onde nascem novas plantas que podem ser plantadas a cada dia e colhidos novos frutos a cada amanhecer…
FELIZ 2016!

sábado, 19 de dezembro de 2015

Natal

A época natalícia é o momento de reunião das famílias e dos amigos. No momento conturbado em que vivemos, torna-se, mais do que nunca, imperioso a refletir sobre os motivos que levam os membros de certos grupos extremistas a perpetrar atos de autentico massacre sobre pessoas inocentes, movidos pelo ódio e pela vingança em nome de uma fé, que dizem ser sua e que pretendem impor aos outros.
Se a atmosfera da quadra do Natal é propícia à paz e à concórdia, espero que impulsione na mente dos dirigentes mundiais a vontade de solucionar os conflitos que alastram pelo Globo, não de forma a radicalizar ainda mais os antagonismos, mas para que o entendimento entre os povos possa vir a ser uma meta no horizonte, ainda que longínquo. Para isso é preciso abrir mão de muitos interesses, quantas vezes obscuros, das várias fações, interesses que não são dos povos que dizem defender, mas de oligarquias que se servem dessas fações para perpetuarem os seus privilégios.
Que neste Natal cada ser humano procure doar um pouco de si. Não somente em coisas materiais, mas principalmente em pequenos gestos para com o próximo.

FELIZ NATAL

sábado, 12 de dezembro de 2015

Balanço térmico – Modelos climáticos

As correntes oceânicas têm papel importante no transporte de energia do planeta e contribuem para reduzir a taxa de variação da temperatura ao longo do meridiano terrestre. A água salgada altamente concentrada e muito fria tem densidade elevada e afunda produzindo uma corrente descendente, criando uma corrente marinha profunda de água fria e muito salgada. Na sua deslocação a água vai sendo aquecida e misturada diminuindo a concentração salina e a densidade, originando uma corrente ascendente de água aquecida e de baixa salinidade que por sua vez acarreta uma corrente marinha superficial que vai completar o espaço deixado pela imersão da água fria e altamente salina. Esta circulação da água do mar é denominada de circulação termohalina. As correntes oceânicas são responsáveis em grande parte pela distribuição do calor e consequentemente do clima em muitas regiões do planeta.
Por sua vez o vento, ou seja, o ar em movimento, move-se horizontalmente (em superfície e em altitude) e também verticalmente, devido às diferenças de pressão em diversos locais da terra. O seu mecanismo está expresso na primeira Lei da Circulação atmosférica, do holandês Buys Ballot, que diz "os ventos sopram sempre das áreas de alta pressão para as áreas de baixa pressão". Como nas áreas de menor temperatura ou mais frias a pressão é maior, o vento sai dessas áreas e desloca-se em direção às de maior temperatura, que apresentam menor pressão. Quanto maior for a diferença de pressão entre as regiões, maior será a velocidade do vento, podendo ocorrer, nessas situações, vendavais ou ventos mais fortes, que recebem diferentes nomes, conforme o local: furacão (Caribe), tornado (EUA), tufão (Ásia). Em superfície, os ventos alísios sopram dos trópicos para o Equador, que é uma área ciclonal, de convergência de ventos. Nas áreas equatoriais, o ar quente (mais leve) é húmido. Em altitude, o ar arrefece e retorna aos trópicos (contra-alísios).
De uma forma simplista podemos afirmar que o contributo dos oceanos para o transporte de calor está na transferência, através das correntes superficiais das águas mais quentes e menos densas que vão ocupar o espaço das correntes descendentes das águas mais frias e mais densas que, por sua vez, na sua deslocação vão aquecendo, dando origem a correntes ascendentes, face à diminuição da sua densidade.
Quanto aos ventos, devido às diferenças de pressão, as transferências de temperatura dão-se em virtude dos seus deslocamentos das zonas mais frias, de maior pressão, para a zonas mais quentes, onde a pressão é menor.
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O modelo é uma representação de uma realidade e pode ser mais ou menos elaborado.
Os modelos climáticos globais são utilizados para entender melhor os efeitos a longo prazo das mudanças globais tais como o aumento de gases de efeito estufa ou a diminuição do gelo do mar Ártico. Os modelos são utilizados para simular as condições climáticas ao longo de centenas de anos, para assim se poder prever o que provavelmente vai mudar no clima do nosso planeta. As investigações das alterações climáticas baseiam-se nos resultados produzidos pelos modelos climáticos.
As previsões relacionadas com o clima têm por base os resultados produzidos nos modelos climáticos, nos quais são tidos em conta os elementos naturais que influenciam as alterações climáticas, no entanto, ainda não se conhecem bem os efeitos que a atividade humana terá nas mudanças do clima. Se o clima não tem uma natureza constante, o desconhecimento efetivo dos efeitos da ação do homem mais acentuam as dificuldades nas suas previsões.
Os modelos climáticos globais (GCM, sigla em Inglês) usam equações matemáticas para descrever o comportamento dos fatores que afetam o clima. Esses fatores incluem a dinâmica da atmosfera, oceanos, superfície da Terra, os seres vivos, o gelo do mar e a energia do Sol, entre outros.
Como o clima não tem uma natureza constante, a compreensão das suas alterações baseia-se no conhecimento das ocorrências passadas, na sua investigação e na investigação dos fenómenos que ocorrem. São múltiplos os fatores que influenciam as mudanças do clima e muitas as interrogações sobre os efeitos que eles provocam e, como ainda não existe uma teoria geral do clima e das alterações climáticas, não estamos (a comunidade científica) ainda em posição de compreender cabalmente as causas das alterações do clima na Terra.
Sítios (sites) consultados:
Nota de rodapé:
Entretanto, na maior das (a)normalidades a Cimeira do Clima, em Paris, que deveria ter terminado ontem ainda continua, por que não há acordo. O (a)normal seria que todos se entendessem!