sábado, 9 de abril de 2011

Sociedade, convenções, vida humana, razão e sobrevivência.

A espécie humana, ao longo dos séculos, foi imprimindo a si própria normas de conduta como forma de melhorar a convivência entre si. Os costumes e as leis são convenções que se apoiam em fundamentos e condições naturais da vida humana. Enquanto que os animais actuam de forma instintiva, agindo de uma determinada maneira em detrimento de outra, os seres humanos têm instintos mais flexíveis, ou menos seguros. Nós humanos temos a capacidade de pensar, de determinar a nossa forma de agir e, por isso, somos capazes de inventar coisas novas, de novas descobertas, e também de alguns disparates, e de nos enganarmos muitas vezes; pelo contrário, os animais acertam quase sempre naquilo que fazem, mas estão limitados na sua acção e têm pouca capacidade de mudar.
O ser humano, além do instinto, é dotado de capacidade de raciocínio e, graças a isso, pode fazer coisas muito melhores, ou piores, que os animais. Somos instintivamente racionais e, por meio da razão, suplementamos e complementamos os nossos instintos.
Como as convenções derivam em parte do instinto, o seu objectivo último é o que serve de base a todos os instintos – a sobrevivência da espécie – e como somos instintivamente racionais, visam de igual forma o objectivo de vivermos mais e melhor.
Os seres humanos, como indivíduos racionais e dotados de razão, são suficientemente autónomos e responsáveis para, com base nos fundamentos e condições naturais da vida humana, alterar ou mudar, se necessário, as convenções ou leis, sempre com o objectivo de vivermos mais e melhor.
Nas sociedades organizadas isso é uma luta diária. Cada um de nós pode e deve contribuir para esse objectivo. A participação em projectos comuns é um veículo preferencial na descoberta de pontos comuns e na resolução de atritos.
Cumprir com os nossos deveres de cidadão e participar em organizações da sociedade civil, é talvez a melhor forma de compreender o outro, sentir as suas dificuldades e fazer com que o outro nos compreenda para, na compaixão e tolerância – vivermos mais e melhor.

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