sábado, 11 de junho de 2011

INSTÂNCIAS SUPRANACIONAIS

A globalização é um fenómeno capitalista e complexo que terá começado na era dos descobrimentos e que se desenvolveu a partir da Revolução Industrial, mas o seu conteúdo passou despercebido por muito tempo, e hoje muitos economistas analisam a globalização como resultado do pós Segunda Guerra Mundial, ou como resultado da Revolução Tecnológica e que afecta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta.
Tem sua face mais visível na internet, a rede mundial de computadores, possível graças a acordos e protocolos entre diferentes entidades privadas da área de telecomunicações e governos no mundo, permitindo um fluxo de troca de ideias e informações sem critérios na história da humanidade.
Pode-se dizer que este incremento no acesso à comunicação em massa accionado pela globalização tem impacto até mesmo nas estruturas de poder estabelecidas, com forte conotação na democracia, ajudando pessoas antes limitadas a um pequeno grupo de informação restrito a terem acesso a informação de todo o mundo, mostrando-lhes como o mundo é e se comporta.  As notícias do mundo são divulgadas, a toda a hora, pelos jornais, rádio, TV, internet, redes sociais, etc.
Hoje uma empresa pode produzir um determinado produto em vários países e exportá-lo para outros, assim como proceder à sua fusão com outras empresas, com o objectivo baixar custos de produção, aumentar a produtividade e aumentar a oferta produtos semelhantes, ao melhor preço, em qualquer parte do mundo.
Para o economista Mário Murteira, a Globalização está relacionada com um novo tipo de capitalismo em que o «mercado de conhecimento» é o elemento mais influente no processo de acumulação de capital e de crescimento económico no capitalismo actual, ou seja, é o núcleo duro que determina a evolução de todo o sistema económico mundial do presente século XXI.
A dinâmica desta fase da globalização assenta fundamentalmente na livre circulação de mercadorias e na sua livre transacção, no fundo a velha aspiração do comércio livre, mas na sua actual fase a globalização não se esgota no comércio, é a própria produção e a mão-de-obra necessária que podem ser globalmente determinados. Essa determinação tem muitas vezes por factor base o custo do trabalho se bem que esse factor não seja o único, pois o nível de especialização também é fundamental.
O capital volátil, a versatilidade das empresas multinacionais e outros aspectos, colocam o poder político do Estado frente a frente com o mercado e dele dependente e, ao mesmo tempo que o Estado perde sua identidade, as instituições multilaterais tornam-se muito mais fortalecidas, pois passam a influenciar nos seus desígnios, na medida em que são necessárias e disputadas pela comunidade internacional, seja as de cunho financeiro, seja as de cunho empresarial, principalmente nas questões relativas a atracção de divisas ou de empregos.  Esta interdependência entre as nações forma uma sociedade global que alguns autores definem como um tipo de organização mundial complexa, que já estaria institucionalizada em agências mais ou menos activas como a Organização das Nações Unidas (ONU), o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial (BIRD), a OCDE, a OIT, a UE, o MERCOSUL, e muitas outras.
O novo milénio desafia todas as organizações a mostrarem as suas competências. As tarefas diárias exigem um alto grau de conhecimento e inteligência que nos impedem de ter relacionamentos estreitos, os sistemas têm que ser cada vez mais abertos, igualitários e honestos.
Os empregados têm que pensar conjuntamente para, em conjunto, explorar as oportunidades, os serviços e resolver os problemas, porque a organização diz respeito à forma como estruturarmos os nossos relacionamentos, adequando-os à nova realidade, devido às mudanças das nossas ideias sobre os métodos e os padrões de organização.
O estágio actual para o futuro só é possível preparando as pessoas, educando-as, treinando-as, desenvolvendo-as, enfim, investindo em quem, de facto vai fazer essa transformação.

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